Qual é o seu livro de infância?

No Dia das Crianças, resolvi fazer um post diferente: desta vez, escrevo sobre o livro que marcou a minha infância e até ajudou a moldar minha personalidade e meus valores pessoais. Sim, livros têm esse poder! (não, não é um livro religioso) :p

O Mágico Desinventor, do mineiro Marco Túlio Costa, foi escrito em 1981 (dois anos antes de eu nascer) e é ficção científica das boas: um mágico de nome esquisito, que mora em uma casa antiga, em uma pracinha arborizada, está preocupado com o rumo que a humanidade escolheu. Construções, implosões, poluições, e outros ões estão provocando desastres não só na natureza, como também nas relações sociais (o livro é mais profundo do que parece, mas continua sendo uma história infantil).

magico-desinventor

Ao lado de seu coelho Planador, Hafilazundumzaptbum (o mágico) tem uma ideia brilhante: resolve desinventar as coisas, forçando as pessoas a voltarem a ter uma vida mais conectada com a natureza.

A partir daí, várias invenções humanas começam a sumir. Quando as televisões desaparecem, um grupo de crianças frequentadoras da pracinha começa a suspeitar de que tudo isso seja obra do mágico que mora na casa velha. Só que, antes que resolvam o enigma, as crianças caem numa espécie de armadilha e viajam para o futuro.

Uma parte delas vai parar em um possível mundo pós-guerra atômica. Os humanos sofreram mutações para sobreviverem ao ambiente poluído. Outra parte conhece um futuro em que os avanços da tecnologia saíram do controle e os robôs passaram a escravizar humanos.

Ok, ok, o livro é um exemplar das teorias que surgiram nos anos 70, adaptadas para a linguagem infantil. É até meio hippie. Fala de amor, natureza, sociedade, paz. E continua mais atual do que nunca.

Ilustra maneira

Ilustra maneira

Como O Mágico Desinventor tornou-se meu Livro de Infância

A casa da minha avó sempre foi repleta de livros. Eles estavam não só nas estantes enormes, mas também nos banheiros, nas cabeceiras das camas, em cestas, armários, na cozinha. Tinha (e tem até hoje) livros por todos os lugares.

Estava passando minhas férias escolares na casa dela. E encontrei esse livro escondido em algum armário. A capa rasgada, mas umas ilustrações malucas. Peguei para ler e não larguei mais, até terminar. Li rapidinho, como a gente faz quando lê bestseller. E depois que terminei, devolvi o livro ao “esconderijo” dele. Nunca foi meu. Nunca mais o vi. Mas lembro dele como se tivesse lido agora há pouco.

Depois que me mudei para São Paulo, nessas andanças por sebos intermináveis, reencontrei O Mágico Desinventor. Dessa vez com a capa completa. Nunca tinha visto o desenho inteiro e morria de curiosidade de saber como era. Agora o livro é meu. A foto dele está aí em cima.

E você, tem um Livro de Infância? Espero que sim. Feliz Dia das Crianças!

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