No Dia dos Avós, leia 3 livros infantis sobre as avós

1. Vó Coruja

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Ah, se todo idoso fosse tratado como são tratados os mais velhos nas aldeias indígenas… Escrito com a sabedoria de Daniel Mundukuru e a poesia de Heloisa Prieto, Vó Coruja fala de Irani, uma senhora de longos cabelos brancos que conhece todos os segredos do mundo. Durante uma festa de aniversário, ela conta aos netos cinco lendas indígenas tão gostosas de ler que parece que a gente se transporta para aquela rodinha de conversa, à beira do rio, de onde é possível escutar, ao longe, as celebrações de uma festa de aniversário. Importantíssimo para desenvolver o senso de tolerância dos nossos pequenos – não só entre povos, como também entre os jovens e os mais velhos. Também é perfeito para conhecer melhor as lendas dos povos brasileiros, que não merecem ser esquecidas.

2. Sopa

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Só depois de 15 páginas de belas ilustrações da argentina Raquel Cané que a história escrita realmente começa – e é justamente no momento em que a neta encontra a avó, depois de uma longa viagem de trem para visitá-la. O encontro é celebrado com sopa. A receita, tão saborosa e tão cheia de memórias, é absorvida pela neta, que depois de alguns anos passa a servir o mesmo caldo quente às filhas, em uma continuação das sutilezas da vida.

3. A Avó Adormecida

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Com a delicadeza que só um bom escritor consegue ter, o italiano Roberto Parmeggiani fala sobre o relacionamento que ele teve com sua avó quando era criança. Carinhos e cumplicidades entre idosos e crianças que a maioria de nós conseguimos nos identificar. E com toda a delicadeza do mundo, Roberto conta como foi passar pela sensação de vazio e impotência com a morte dela. Um livro interessante para crianças maiores, que precisam de uma ajuda extra para entender esse fato da vida tão comum, mas cheio de tabus.

Diário de um Banana: por que seus filhos (e você) devem ler essa série de livros

Quem me acompanha desde a época da Recreio sabe que eu sou uma leitora assídua do Diário de um Banana. Pode parecer que estou entrando na onda, seguindo a moda, mas o Diário de um Banana é uma das séries de livros infantis mais legais do momento.

Diferente de personagens sem nome de livros que surgem às dezenas a cada mês e tratam os sentimentos da criança de uma forma rasa, o Diário de um Banana apresenta um personagem que não é perfeito – é, acima de tudo, humano.

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Quando a gente cresce, esquece um pouco como funciona o pensamento de uma criança. É por isso que Greg Heffley, o personagem do livro, faz tanto sucesso: ele pensa como uma criança. Ele não é politicamente incorreto, ele não é santo, ele tem alguns sucessos, mas as falhas também estão bem evidentes em sua vida. Enfim, ele sente todo o drama da infância de uma maneira leve, sutil, que só quem sabe como uma criança pensa, entende. E o melhor: é engraçado demais.

Eu, que já estou na fase adulta há pelo menos 10 anos, ainda me identifico com o Greg. Em um dos livros, por exemplo, ele conta que é míope (como eu). E faz uma espécie de tratado sobre como ele se comportaria se vivesse em outra época – como na idade das cavernas – quando os óculos ainda não tinham sido inventados. E não é que eu, como míope, sempre pensei nisso? Viver numa época sem óculos e enxergando o mundo todo sem formas, borrado, deve ser um desafio e tanto.

Pois vamos ao que interessa: a V&R acaba de lançar o 8º livro da série escrita por Jeff Kinney. Em Diário de um Banana: Maré de Azar, Greg escreve em seu diário sobre solidão. Mas não de um jeito chato: depois de ser abandonado pelo seu melhor amigo (que ele sempre desprezou, olha só), Greg fica sozinho na hora do recreio da escola, na hora de ir para casa e na hora de brincar.

Para suprir a falta de companhia, ele se apega à Bola 8 Mágica, um brinquedo que responde a todas as suas perguntas com, basicamente, três respostas: sim, não e talvez. E a vida dele passa a girar em torno das respostas que a Bola dá – você pode até não lembrar, mas com certeza já brincou dessas coisas, mesmo no fundo do inconsciente, e mesmo sem uma Bola 8 Mágica por perto!

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Diário de um Banana 8: Maré de Azar
Indicado para crianças com idade igual ou superior a 9 anos
Autor: Jeff Kinney
Páginas: 224
Editora: V&R